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Convivendo com um prematuro

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Os cuidados com o bebê prematuro devem ir além dos prestados na Unidade de Tratamento Intensivo Neonatal. As visitas ao pediatra e a outros profissionais de saúde que acompanham seu bebê devem ser feitas na frequência correta, que pode chegar a ser semanal ou quinzenal inicialmente. Isso é necessário para que o crescimento e desenvolvimento do bebê prematuro sejam acompanhados adequadamente.

O bebê que nasce antes do tempo pode apresentar alguns problemas no desenvolvimento como:

  • Perda ou deficiência auditiva
  • Perda de visão
  • Dificuldades de aprendizagem
  • Atrasos no crescimento e desenvolvimento
  • Atraso no desenvolvimento da linguagem

Vacinação do bebê prematuro

Os bebês prematuros devem seguir um calendário de vacinação específico, que será orientado pelo pediatra, em geral seguindo a idade cronológica do bebê. Confira o calendário dos prematuros da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).

Os principais imunizantes que o bebê prematuro deve tomar são:

  • BCG-ID: aplicada em recém-nascidos com peso maior ou igual a 2 Kg
  • Hepatite B: aplicada ao nascer no esquema habitual de três doses (0, 1 e 6 meses)
  • Nas crianças nascidas com menos de 33 semanas e/ou com menos de 2 quilos, a vacina é fornecida em esquema de quatro doses (0, 1, 2 e 6 meses de vida)
  • Profilaxia para o vírus sincicial respiratório (VSR) que deve ser aplicada durante os meses de maior circulação do vírus, que no Brasil, ocorre entre os meses de janeiro a agosto dependendo da região
  • Norte – Janeiro a junho
  • Nordeste – Fevereiro a julho
  • Centro-Oeste – Fevereiro a julho
  • Sudeste – Fevereiro a julho
  • Sul – Março a agosto
  • Pneumocócica: iniciar aos 2 meses. As doses devem respeitar a idade cronológica do bebê, sendo aos 2,4 e 6 meses e um reforço aos 15 meses
  • Poliomielite (inativada): em recém-nascidos internados na unidade neonatal, deve ser utilizada somente vacina inativada (injetável). Aplicada aos 2, 4 e 6 meses, com reforço aos 15 meses e aos 4 anos de idade
  • Haemophilus tipo B: no caso de prematuros extremos, na rede pública é aplicada depois de 15 dias que o prematuro receber a Tríplice Bacteriana. O reforço deve ser dado aos 15 meses. O uso das vacinas combinadas (DTPa-HB-VIP-Hib ou DTPa-VIP-Hib) na rede privada permitem a aplicação simultânea e são eficazes e seguras para os prematuros.

Idade cronológica x idade corrigida

Muitos pais podem ficar em dúvida sobre a idade cronológica e a idade corrigida do bebê prematuro. Esse conceito é importante para avaliação do desenvolvimento do bebê. A explicação é bem simples:

  • Idade cronológica: é o tempo de vida real do bebê depois do nascimento. Um bebê que nasceu no dia 1 de janeiro terá 2 meses no dia 1 de março, por exemplo
  • Idade corrigida: é a idade que o bebê teria se tivesse nascido com 40 semanas. Por exemplo, para um bebê que nasceu há dois meses com 29 semanas de gestação sua idade corrigida atual é 37 semanas (29 semanas de gestação + 8 semanas desde o nascimento = idade corrigida de 37 semanas).

Acompanhamento do bebê prematuro

Os cuidados com o bebê prematuro devem ir além dos prestados na Unidade de Tratamento Intensivo Neonatal. As visitas ao pediatra e a outros profissionais de saúde que acompanham seu bebê devem ser feitas na frequência correta, que pode chegar a ser semanal ou quinzenal inicialmente. Isso é necessário para que o crescimento e desenvolvimento do bebê prematuro sejam acompanhados adequadamente.

O bebê que nasce antes do tempo pode apresentar alguns problemas no desenvolvimento como:

  • Perda ou deficiência auditiva
  • Perda de visão
  • Dificuldades de aprendizagem
  • Atrasos no crescimento e desenvolvimento
  • Atraso no desenvolvimento da linguagem.

Se você notar que a criança apresenta algumas dessas dificuldades, converse com o pediatra, que poderá encaminhar para um especialista quando necessário.

Complicações possíveis

O bebê prematuro está sujeito a uma série de complicações que aumentam de risco conforme o grau de prematuridade. Veja algumas delas:

Icterícia

É caracterizada pela coloração amarelada da pele e mucosas, provocada pelo excesso de bilirrubina no sangue, um pigmento da bile que permanece no plasma (parte líquida do sangue) até ser eliminada junto com a urina.

A bilirrubina é formada a partir da morte de alguns glóbulos vermelhos presentes no sangue – o que acontece todos os dias. Essas células sanguíneas mortas são retiradas da circulação pelo fígado, que, a partir daí, forma a bilirrubina, que mais tarde será descartada pelo próprio corpo. No entanto, algumas vezes pode ocorrer o acúmulo dessa substância no corpo, provocando icterícia.

No bebê prematuro, no entanto, a depender dos níveis de bilirrubina, a icterícia pode gerar complicações como a encefalopatia bilirrubínica, que causa apatia, hipotonia, febre e convulsões. A icterícia é tratada com fototerapia e, em alguns casos, com exsanguineotransfusão (procedimento médico pelo qual o sangue do bebê é removido e substituído por outro, de um doador compatível para tratar condições clínicas).

Retinopatia da prematuridade

Esse problema nos vasos sanguíneos da retina está relacionado não só à prematuridade, como também ao baixo peso ao nascer. Na retinopatia da prematuridade ocorre o crescimento desorganizado dos vasos sanguíneos; caso o quadro não seja diagnosticado e tratado adequadamente, pode ocorrer descolamento da retina e até mesmo cegueira infantil.

Apneia

Apneia é a pausa respiratória superior a 20 segundos e, no caso do bebê prematuro, pode ocorrer porque o sistema respiratório não está desenvolvido o suficiente ou devido a outras complicações da prematuridade, como convulsões. A apneia pode causar sequelas no sistema nervoso central.

Problemas cardiovasculares

Bebês prematuros podem ter problemas de hipotensão, que é a pressão arterial baixa, e persistência do canal arterial, ou seja, o duto arterioso que liga o coração à aorta não se fecha após o nascimento, permanecendo o padrão de circulação fetal. O duto pode se fechar posteriormente sozinho, mas não tratar essa condição pode causar falência do coração.

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