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Febre em crianças

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Consideramos que a criança está com febre quando a temperatura corporal é maior ou igual a 37,8˚C.

A maioria das mães e pais se preocupa com a febre da criança pelo receio de que a mesma possa apresentar uma convulsão. Vale lembrar que a convulsão febril, que pode ocorrer em 2 a 4% das crianças sendo mais comum entre os 3 meses e os 5 anos de idade, está mais associada a velocidade que a temperatura sobe do que com o valor que a temperatura atinge.

O fato de a temperatura estar elevada não implica em nenhum risco imediato para a criança, a não ser em situações extremas, com temperaturas acima de 41˚C. Entretanto, a febre pode causar bastante mal estar e, por conta disso, orientamos o uso de antitérmicos quando a temperatura ultrapassa 37,8˚C. Se a criança não estiver incomodada pela elevação da temperatura, é possível aguardar um pouco e observar se a temperatura volta a se regularizar sem uso de medicação.

Nos processos infecciosos a febre ocorre pois há uma alteração no chamado “set-point hipotalâmico”, ou seja, há um mecanismo mediado pelo cérebro que leva à elevação da temperatura. Nestas situações a criança sente frio e fica com o corpo quente e as extremidades (mãos e pés) frias. O melhor tratamento nestas situações é agir neste mecanismo cerebral através do uso de antitérmicos, como dipirona e paracetamol. As medidas físicas para remoção de calor (como banhos frios, compressas, etc.), se usadas isoladamente, pioram o desconforto e não interferem no “set-point hipotalâmico”, que continuará alterado, fazendo com que a temperatura suba novamente.

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