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Tratamento de Bebê prematuro

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Em geral, a criança que nasceu muito prematura fica na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN), em uso de aparelhos que permitam acompanhar a evolução de sua saúde. Nesse local, ele geralmente é submetido a alguns procedimentos como:

  • O bebê prematuro será colocado na incubadora, que tem como objetivo ajudar a manter a temperatura corporal ideal
  • Monitoramento constante dos sinais vitais do bebê, como pressão arterial, batimentos cardíacos e respiração
  • Provavelmente, o bebê prematuro receberá alimentação intravenosa ou leite materno, que poderá ser dado a ele através de um tubo que entra pelo nariz e vai até o estômago, até que o bebê tenha desenvolvido o reflexo de sugar e engolir adequadamente
  • Algumas vezes, o bebê prematuro precisa receber transfusões sanguíneas, pois ele pode não ter a capacidade de produzir as células vermelhas de acordo com suas necessidades

O bebê prematuro na UTIN frequentemente é atendido por uma equipe multidisciplinar, que pode envolver:

  • Neonatologista: especialista em cuidados com o recém-nascido
  • Nutricionista: orienta sobre necessidades nutricionais
  • Fisioterapeuta: trabalha os movimentos e a respiração da criança
  • Fonoaudiólogo: auxilia bebês com problemas de alimentação e deglutição.

Os profissionais da saúde envolvidos avaliam individualmente cada criança para determinar cuidados específicos. Durante esse processo, alguns exames podem ser solicitados como por exemplo:

  • Hemogasometria arterial (para verificação da concentração de oxigênio no sangue a fim de avaliar a performance dos pulmões)
  • Níveis sanguíneos de glicose, cálcio e bilirrubina
  • Raio X de tórax
  • Ultrassom para verificação dos órgãos internos do bebê
  • Ecocardiograma (ultrassom do coração)
  • Exame oftalmológico (uma das complicações possíveis é a retinopatia de prematuridade).

Enquanto o bebê prematuro está na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal, você pode fazer uma série de perguntas, como por exemplo:

  • Quais as condições do meu bebê? Algo mudou?
  • Como esses equipamentos ajudam meu bebê?
  • Meu bebê está tomando alguma medicação?
  • Que tipos de exames meu bebê precisa fazer?
  • Como devo segurar meu bebê? Você pode me mostrar?
  • Por quanto tempo ele continuará sendo alimentado por tubos?
  • Quando posso tentar amamentá-lo?
  • Posso trazer fotos da minha família para a incubadora do meu filho?
  • Como posso ajudar no cuidado do meu bebê enquanto ele está na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal?
  • Quando meu bebê poderá voltar para casa?
  • O que preciso saber sobre os cuidados com meu bebê uma vez que ele esteja em casa?
  • Com que frequência devo voltar para fazer as visitas de retorno após a alta?

Em geral, alguns itens são avaliados antes de definir a alta do bebê: Ele deverá:

  • Conseguir respirar sem ajuda
  • Conseguir manter a temperatura corporal
  • Conseguir mamar no peito da mãe ou na mamadeira
  • Ganhar peso de forma estável e constante
  • Não ter nenhuma infecção.

Após a alta hospitalar

O bebê prematuro precisa de uma série de cuidados especiais em casa, principalmente nos primeiros meses. Em geral, a equipe médica orientará os pais sobre como devem ser esses cuidados. É importante que você aproveite esse momento para tirar suas dúvidas. Entender quais são os sintomas que podem significar uma emergência médica também é essencial.

Veja quais são os principais pontos de atenção nos cuidados do bebê prematuro em casa:

Alimentação: muitos bebês prematuros precisam de suplementação alimentar, seja com fortificadores do leite materno ou com fórmulas para bebês pré-termo – essa necessidade deverá ser discutida com o seu médico. Saber também com que frequência e qual quantidade que seu filho deve ingerir de leite é muito importante.

Proteção à saúde: bebês prematuros são mais vulneráveis a vírus e outros micro-organismos presentes no ambiente. Portanto, evite locais lotados e garanta que as pessoas que entram em contato com seu bebê lavem as mãos ou usem álcool gel. Essas atitudes são boas formas de prevenir infecções, já que os bebês prematuros são mais propensos a tê-las devido à imaturidade de seus órgãos e do sistema imunológico. As infecções respiratórias são as mais comuns, especialmente as causadas pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR), que pode causar bronquiolite (infecção dos bronquíolos) e desencadear sintomas como corrimento nasal, tosse, dificuldade para respirar e febre.

Vacinas de cuidadores e visitas: um bebê frágil como o prematuro pede cuidados que podem parecer incomuns, como se informar sobre a vacinação das pessoas que visitam o bebê e de seus cuidadores. Essa é uma atitude importante, já que a saúde frágil da criança não pode ser colocada em risco. Além disso, limite o número de visitas ao mínimo possível.

Vacinação do bebê prematuro

Os bebês prematuros devem seguir um calendário de vacinação específico, que será orientado pelo pediatra, em geral seguindo a idade cronológica do bebê. Confira o calendário dos prematuros da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).

Os principais imunizantes que o bebê prematuro deve tomar

  • BCG-ID: aplicada em recém-nascidos com peso maior ou igual a 2Kg
  • Hepatite B: aplicada ao nascer no esquema habitual de três doses (0, 1 e 6 meses). Nas crianças nascidas com menos de 33 semanas e/ou com menos de 2 quilos, a vacina é fornecida em esquema de quatro doses (0, 1, 2 e 6 meses de vida)
  • Profilaxia para o vírus sincicial respiratório (VSR) deve ser aplicada durante os meses de maior circulação do vírus que, no Brasil, ocorre entre os meses de janeiro a agosto, dependendo da região: Norte – Janeiro a junho
  • Nordeste – Fevereiro a julho
  • Centro-Oeste – Fevereiro a julho
  • Sudeste – Fevereiro a julho
  • Sul – Março a agosto
  • -Pneumocócica: iniciar aos 2 meses. As doses devem respeitar a idade cronológica do bebê, sendo aos 2, 4 e 6 meses e um reforço aos 15 meses
  • Poliomielite: em recém-nascidos internados na unidade neonatal, deve ser utilizada somente vacina inativada (vacina de vírus inativo), injetável. Aplicada aos 2, 4 e 6 meses, com reforço aos 15 meses e aos 4 anos de idade
  • Haemophilus tipo B: no caso de prematuros extremos, na rede pública é aplicada depois de 15 dias que o prematuro receber a Tríplice Bacteriana. O reforço deve ser dado aos 15 meses. O uso das vacinas combinadas (DTPa-HB-VIP-Hib ou DTPa-VIP-Hib) na rede privada permitem a aplicação simultânea e são eficazes e seguras para os prematuros

Idade cronológica x idade corrigida

Muitos pais podem ficar em dúvida sobre a idade cronológica e a idade corrigida do bebê prematuro. Esse conceito é importante para avaliação do desenvolvimento do bebê. A explicação é bem simples:

  • Idade cronológica: é o tempo de vida real do bebê depois do nascimento. Um bebê que nasceu no dia 1 de janeiro terá 2 meses no dia 1 de março, por exemplo
  • Idade corrigida: é a idade que o bebê teria se tivesse nascido com 40 semanas. Por exemplo, para um bebê que nasceu há dois meses com 29 semanas de gestação sua idade corrigida atual é 37 semanas (29 semanas de gestação + 8 semanas desde o nascimento = idade corrigida de 37 semanas).

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